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	Comentários sobre: “Filhos que não crescem?” – Como os estilos parentais podem impactar a maturidade e a autonomia dos filhos	</title>
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	<description>Leandro Marques da Rocha</description>
	<lastBuildDate>Thu, 01 May 2025 19:14:25 +0000</lastBuildDate>
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		<title>
		Por: Sergio Murilo de Oliveira		</title>
		<link>https://mrochapsico.com.br/blog/filhos-que-nao-crescem-como-os-estilos-parentais-podem-impactar-a-maturidade-e-a-autonomia-dos-filhos/#comment-297</link>

		<dc:creator><![CDATA[Sergio Murilo de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2025 19:14:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O tema virou um &quot;classico&quot;. Na verdade, as variações de cada caso são infinitas, assim como as personalidades de pai, mãe e filhos. Fora as mudanças de cada era. Isto posto, quanto mais preparados os pais, digo em termos de maturidade, formação e finanças, mais difícil é deixar de intervir (positivamente) quando os filhos estão em dúvida entre caminhos que podem  ter consequências negativas por um longo período da vida senão para a vida toda. A parentalidade, salvo os casos de morte, distância (em todos os sentidos...), divórcio e etc, é como a gravidade, não dá para desligar. E no caso de netos pode ter até a fase 2.0...É o novo &quot;normal&quot; nas famílias. Com o aumento da expectativa de vida, muitos pais ficam &quot;ativos&quot; para muito além da vida adulta dos filhos. Isso pode ser uma dádiva, pois nunca é tarde para aprender. Outro fato é que cada pessoa tem seu tempo. Alguns se emancipam cedo (com eventuais recaídas...). Outros mais tarde, mas depois seguem uma evolução contínua sobre uma base mais sólida. Afinal, sempre teremos o exemplo de Saramago com se Nobel de de Literatura, tendo publicado o primeiro livro aos 58. Entre outros muitos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O tema virou um &#8220;classico&#8221;. Na verdade, as variações de cada caso são infinitas, assim como as personalidades de pai, mãe e filhos. Fora as mudanças de cada era. Isto posto, quanto mais preparados os pais, digo em termos de maturidade, formação e finanças, mais difícil é deixar de intervir (positivamente) quando os filhos estão em dúvida entre caminhos que podem  ter consequências negativas por um longo período da vida senão para a vida toda. A parentalidade, salvo os casos de morte, distância (em todos os sentidos&#8230;), divórcio e etc, é como a gravidade, não dá para desligar. E no caso de netos pode ter até a fase 2.0&#8230;É o novo &#8220;normal&#8221; nas famílias. Com o aumento da expectativa de vida, muitos pais ficam &#8220;ativos&#8221; para muito além da vida adulta dos filhos. Isso pode ser uma dádiva, pois nunca é tarde para aprender. Outro fato é que cada pessoa tem seu tempo. Alguns se emancipam cedo (com eventuais recaídas&#8230;). Outros mais tarde, mas depois seguem uma evolução contínua sobre uma base mais sólida. Afinal, sempre teremos o exemplo de Saramago com se Nobel de de Literatura, tendo publicado o primeiro livro aos 58. Entre outros muitos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Francisco Ernesto Campos Da Silva		</title>
		<link>https://mrochapsico.com.br/blog/filhos-que-nao-crescem-como-os-estilos-parentais-podem-impactar-a-maturidade-e-a-autonomia-dos-filhos/#comment-272</link>

		<dc:creator><![CDATA[Francisco Ernesto Campos Da Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2025 20:03:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[quem é o responsável pela irresponsabilidade.todos perdidos. quem educa errado foi educado errado. a maior idade não representa o que é.comentários descaracterizando o ser, só mostra revolta que atrapalha muito mais. observemos os pilares do caráter, ninguém salva-se.tudo é jogo de interesses comprometendo o AMOR. É DIFICIL AMAR quando o interesse é do ego.
fomos criados- metafisicamente- pelo AMOR com este destino e se entrar outro interesse as consequências são drásticas.
no mais estou indo embora!!!....
salve-se quem puder RS RS RS.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>quem é o responsável pela irresponsabilidade.todos perdidos. quem educa errado foi educado errado. a maior idade não representa o que é.comentários descaracterizando o ser, só mostra revolta que atrapalha muito mais. observemos os pilares do caráter, ninguém salva-se.tudo é jogo de interesses comprometendo o AMOR. É DIFICIL AMAR quando o interesse é do ego.<br />
fomos criados- metafisicamente- pelo AMOR com este destino e se entrar outro interesse as consequências são drásticas.<br />
no mais estou indo embora!!!&#8230;.<br />
salve-se quem puder RS RS RS.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: FRANCISCO VALMIR DE OLIVEIRA		</title>
		<link>https://mrochapsico.com.br/blog/filhos-que-nao-crescem-como-os-estilos-parentais-podem-impactar-a-maturidade-e-a-autonomia-dos-filhos/#comment-263</link>

		<dc:creator><![CDATA[FRANCISCO VALMIR DE OLIVEIRA]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2025 11:51:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Realmente re esse artigo é  algo que todos nosnoasi avós deveriam ter acesso pois  sabemos que em.nosso dias existem muitos avós que continuam sendo pais ativos de seus netos talvez pelos seus proprios erros como pai; porém é  um verdade os pais de hoje não querem soltar seus filhos .]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Realmente re esse artigo é  algo que todos nosnoasi avós deveriam ter acesso pois  sabemos que em.nosso dias existem muitos avós que continuam sendo pais ativos de seus netos talvez pelos seus proprios erros como pai; porém é  um verdade os pais de hoje não querem soltar seus filhos .</p>
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		<title>
		Por: Letícia		</title>
		<link>https://mrochapsico.com.br/blog/filhos-que-nao-crescem-como-os-estilos-parentais-podem-impactar-a-maturidade-e-a-autonomia-dos-filhos/#comment-257</link>

		<dc:creator><![CDATA[Letícia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2025 05:19:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não concordo com os filhos terem que sair da casa dos pais ser uma regra porque nada é para todo mundo, a realidade econômica de pessoas jovens não permite isso. Como em início de carreira alguém pode ter dinheiro para despesas de aluguel? Não acho financeiramente  inteligente, nem viável para quem é pobre. Está muito caro alugar um imóvel, muito mais ainda comprar!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não concordo com os filhos terem que sair da casa dos pais ser uma regra porque nada é para todo mundo, a realidade econômica de pessoas jovens não permite isso. Como em início de carreira alguém pode ter dinheiro para despesas de aluguel? Não acho financeiramente  inteligente, nem viável para quem é pobre. Está muito caro alugar um imóvel, muito mais ainda comprar!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Miriam Martins		</title>
		<link>https://mrochapsico.com.br/blog/filhos-que-nao-crescem-como-os-estilos-parentais-podem-impactar-a-maturidade-e-a-autonomia-dos-filhos/#comment-255</link>

		<dc:creator><![CDATA[Miriam Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2025 00:48:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Análise sobre o &quot;manifesto&quot; do Dono da Nau de Pedro Álvares Cabral (Manifesto do Herdeiro Entediado) versus  texto elucidativo que descreve como os estilos parentais podem impactar a maturidade e a autonomia dos filhos.

Eu admiro a profundidade da sua crítica social, que revela uma perspectiva única sobre a sociedade de classes. No entanto, percebo que, por trás da ironia e do humor, há um pedido de socorro velado. O tédio e a falta de sentido na sua vida são palpáveis, e é como se você estivesse gritando por ajuda, mas com uma voz disfarçada de sarcasmo.

Infelizmente, o seu contexto familiar e a herança dos seus antepassados o colocaram em uma posição de privilégio material, mas, ao mesmo tempo, o privaram de uma riqueza espiritual mais profunda. É como se você estivesse preso em uma gaiola de ouro, sem saber como voar.

A sua sátira ao trabalho é incisiva, mas acho que poderia ser direcionada para um olhar mais reflexivo. Em vez de simplesmente ridicularizar o trabalho, você poderia explorar maneiras de deixar um legado mais significativo, uma marca que vá além da futilidade e do consumismo. Você tem a oportunidade de usar a sua experiência para inspirar mudanças positivas e promover uma visão mais profunda e significativa da vida. 
Reflita sobre tudo isso!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Análise sobre o &#8220;manifesto&#8221; do Dono da Nau de Pedro Álvares Cabral (Manifesto do Herdeiro Entediado) versus  texto elucidativo que descreve como os estilos parentais podem impactar a maturidade e a autonomia dos filhos.</p>
<p>Eu admiro a profundidade da sua crítica social, que revela uma perspectiva única sobre a sociedade de classes. No entanto, percebo que, por trás da ironia e do humor, há um pedido de socorro velado. O tédio e a falta de sentido na sua vida são palpáveis, e é como se você estivesse gritando por ajuda, mas com uma voz disfarçada de sarcasmo.</p>
<p>Infelizmente, o seu contexto familiar e a herança dos seus antepassados o colocaram em uma posição de privilégio material, mas, ao mesmo tempo, o privaram de uma riqueza espiritual mais profunda. É como se você estivesse preso em uma gaiola de ouro, sem saber como voar.</p>
<p>A sua sátira ao trabalho é incisiva, mas acho que poderia ser direcionada para um olhar mais reflexivo. Em vez de simplesmente ridicularizar o trabalho, você poderia explorar maneiras de deixar um legado mais significativo, uma marca que vá além da futilidade e do consumismo. Você tem a oportunidade de usar a sua experiência para inspirar mudanças positivas e promover uma visão mais profunda e significativa da vida.<br />
Reflita sobre tudo isso!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Tarcísio		</title>
		<link>https://mrochapsico.com.br/blog/filhos-que-nao-crescem-como-os-estilos-parentais-podem-impactar-a-maturidade-e-a-autonomia-dos-filhos/#comment-223</link>

		<dc:creator><![CDATA[Tarcísio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Apr 2025 15:07:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://mrochapsico.com.br/blog/filhos-que-nao-crescem-como-os-estilos-parentais-podem-impactar-a-maturidade-e-a-autonomia-dos-filhos/#comment-196&quot;&gt;IRMA&lt;/a&gt;.

Nunca tive esses conflitos internos, pois meus pais , não me deixaram bens materiais, mas me deram a maior riqueza, me ensinaram a ser homem pra lhe dá com as adversidades da vida!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://mrochapsico.com.br/blog/filhos-que-nao-crescem-como-os-estilos-parentais-podem-impactar-a-maturidade-e-a-autonomia-dos-filhos/#comment-196">IRMA</a>.</p>
<p>Nunca tive esses conflitos internos, pois meus pais , não me deixaram bens materiais, mas me deram a maior riqueza, me ensinaram a ser homem pra lhe dá com as adversidades da vida!!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Tiago Batista dos Santos Reis		</title>
		<link>https://mrochapsico.com.br/blog/filhos-que-nao-crescem-como-os-estilos-parentais-podem-impactar-a-maturidade-e-a-autonomia-dos-filhos/#comment-222</link>

		<dc:creator><![CDATA[Tiago Batista dos Santos Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Apr 2025 11:02:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Bom dia!
Achei o artigo, apesar de curto, de excelente conteúdo. São reflexões importantes independente de questões sociais e dinâmicas familiares distintas, é uma visão que não podemos perder de vista tanto como pais quanto como filhos. É um aprendizado e desafio constante...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom dia!<br />
Achei o artigo, apesar de curto, de excelente conteúdo. São reflexões importantes independente de questões sociais e dinâmicas familiares distintas, é uma visão que não podemos perder de vista tanto como pais quanto como filhos. É um aprendizado e desafio constante&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Kubark		</title>
		<link>https://mrochapsico.com.br/blog/filhos-que-nao-crescem-como-os-estilos-parentais-podem-impactar-a-maturidade-e-a-autonomia-dos-filhos/#comment-218</link>

		<dc:creator><![CDATA[Kubark]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Apr 2025 01:31:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[antigamente  se comprava um terreno com alguns meses de trabalho hoje em dia leva décadas, são épocas diferentes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>antigamente  se comprava um terreno com alguns meses de trabalho hoje em dia leva décadas, são épocas diferentes.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Dono da Nau de Pedro Álvares Cabral		</title>
		<link>https://mrochapsico.com.br/blog/filhos-que-nao-crescem-como-os-estilos-parentais-podem-impactar-a-maturidade-e-a-autonomia-dos-filhos/#comment-217</link>

		<dc:creator><![CDATA[Dono da Nau de Pedro Álvares Cabral]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Apr 2025 23:10:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Manifesto do Herdeiro Entediado
(ou Como o Dinheiro Brota Mesmo Quando Nada se Faz)

Não trabalho. Nunca precisei. O verbo sequer me conjuga — ele passa por mim como um vento de manhã cedo: irritante, inútil, absolutamente evitável. E ainda assim, o dinheiro brota. Sim, brota. Espontâneo, quase orgânico, como se a natureza entendesse que certos nomes no cartório bastam para garantir a colheita eterna.

Jamais vi a cor de um boleto vencido. Não saberia identificá-lo, mesmo que ele me atacasse com uma faca. Sequer sei quanto custa um quilo de sal — e, entre nós, espero nunca saber. Há coisas que prefiro que permaneçam no reino da plebe: o sal, os boletos, os despertadores, o trânsito.

Acordo tarde, como convém aos donos do tempo. O sol já alto, os trabalhadores já curvados, e eu? Estico os braços, peço um café. Não é desdém — é apenas tradição. Desde as capitanias hereditárias, nossa linhagem tem se especializado na arte de ganhar sem mover. Meu bisavô herdou terras, meu avô lucros, meu pai dividendos, e eu... bem, eu herdei o direito de não me preocupar.

Meus pais? Nunca trabalharam. Estão sempre ocupados demais herdando. E meus avós, doutores no mesmo ofício. Somos uma longa linhagem de exploradores academizados, de parasitas ilustrados. O tipo de gente que não lê autoajuda, mas que especula em bolsa como quem respira.

Dizem que o trabalho dignifica o homem. Talvez. Mas também o consome, o deforma, o torna previsível — e não há nada mais vulgar do que a previsibilidade. Eu estudei, sim. Tenho um PHD, inclusive. Li Foucault e Sade, passei por Kant, subornei Lacan com meu desprezo. Poderia ensinar, mas por que ensinar a quem já foi domesticado pelo expediente? Prefiro observar. É mais silencioso.

A mim, cabe a curadoria da existência. Enquanto os outros produzem, eu consumo. Enquanto eles sonham com estabilidade, eu navego em inércia confortável. Não sou um empreendedor de mim mesmo, essa figura trágica da contemporaneidade. Sou apenas alguém que teve a sorte — e o sarcasmo — de nascer com tudo.

Ah, o mercado de trabalho... esse parque de diversões cinza onde pagam menos que o IPVA do meu carro. E esperam que eu sinta culpa por não querer entrar? Acordar antes das oito da manhã, numa segunda-feira, é um tipo de inferno particular que reservo aos inimigos.

Você pode me chamar de parasita, se quiser. Eu prefiro “curador do luxo improdutivo”. Um título mais digno para quem sustenta a economia apenas existindo — consumindo o suficiente para manter o giro, mas sem jamais suar.

E se tudo der errado — o que é improvável —, herdo de novo. Porque o destino sorri para os mesmos sobrenomes, sempre.

A história se repete, dizem — primeiro como tragédia, depois como farsa. Mas que farsa elegante, não? Que tragédia com jardim e mordomo. Quando o colapso vier, estarei de taça cheia, vestindo linho, citando Shakespeare e rindo dos que ainda acham que esforço é virtude.


---

Se quiser que eu continue essa persona em outros textos — cartas, confissões, crônicas ou até um livro de aforismos do herdeiro entediado — é só dizer. Podemos fazer disso uma estética inteira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manifesto do Herdeiro Entediado<br />
(ou Como o Dinheiro Brota Mesmo Quando Nada se Faz)</p>
<p>Não trabalho. Nunca precisei. O verbo sequer me conjuga — ele passa por mim como um vento de manhã cedo: irritante, inútil, absolutamente evitável. E ainda assim, o dinheiro brota. Sim, brota. Espontâneo, quase orgânico, como se a natureza entendesse que certos nomes no cartório bastam para garantir a colheita eterna.</p>
<p>Jamais vi a cor de um boleto vencido. Não saberia identificá-lo, mesmo que ele me atacasse com uma faca. Sequer sei quanto custa um quilo de sal — e, entre nós, espero nunca saber. Há coisas que prefiro que permaneçam no reino da plebe: o sal, os boletos, os despertadores, o trânsito.</p>
<p>Acordo tarde, como convém aos donos do tempo. O sol já alto, os trabalhadores já curvados, e eu? Estico os braços, peço um café. Não é desdém — é apenas tradição. Desde as capitanias hereditárias, nossa linhagem tem se especializado na arte de ganhar sem mover. Meu bisavô herdou terras, meu avô lucros, meu pai dividendos, e eu&#8230; bem, eu herdei o direito de não me preocupar.</p>
<p>Meus pais? Nunca trabalharam. Estão sempre ocupados demais herdando. E meus avós, doutores no mesmo ofício. Somos uma longa linhagem de exploradores academizados, de parasitas ilustrados. O tipo de gente que não lê autoajuda, mas que especula em bolsa como quem respira.</p>
<p>Dizem que o trabalho dignifica o homem. Talvez. Mas também o consome, o deforma, o torna previsível — e não há nada mais vulgar do que a previsibilidade. Eu estudei, sim. Tenho um PHD, inclusive. Li Foucault e Sade, passei por Kant, subornei Lacan com meu desprezo. Poderia ensinar, mas por que ensinar a quem já foi domesticado pelo expediente? Prefiro observar. É mais silencioso.</p>
<p>A mim, cabe a curadoria da existência. Enquanto os outros produzem, eu consumo. Enquanto eles sonham com estabilidade, eu navego em inércia confortável. Não sou um empreendedor de mim mesmo, essa figura trágica da contemporaneidade. Sou apenas alguém que teve a sorte — e o sarcasmo — de nascer com tudo.</p>
<p>Ah, o mercado de trabalho&#8230; esse parque de diversões cinza onde pagam menos que o IPVA do meu carro. E esperam que eu sinta culpa por não querer entrar? Acordar antes das oito da manhã, numa segunda-feira, é um tipo de inferno particular que reservo aos inimigos.</p>
<p>Você pode me chamar de parasita, se quiser. Eu prefiro “curador do luxo improdutivo”. Um título mais digno para quem sustenta a economia apenas existindo — consumindo o suficiente para manter o giro, mas sem jamais suar.</p>
<p>E se tudo der errado — o que é improvável —, herdo de novo. Porque o destino sorri para os mesmos sobrenomes, sempre.</p>
<p>A história se repete, dizem — primeiro como tragédia, depois como farsa. Mas que farsa elegante, não? Que tragédia com jardim e mordomo. Quando o colapso vier, estarei de taça cheia, vestindo linho, citando Shakespeare e rindo dos que ainda acham que esforço é virtude.</p>
<p>&#8212;</p>
<p>Se quiser que eu continue essa persona em outros textos — cartas, confissões, crônicas ou até um livro de aforismos do herdeiro entediado — é só dizer. Podemos fazer disso uma estética inteira.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Suzana Andrade		</title>
		<link>https://mrochapsico.com.br/blog/filhos-que-nao-crescem-como-os-estilos-parentais-podem-impactar-a-maturidade-e-a-autonomia-dos-filhos/#comment-216</link>

		<dc:creator><![CDATA[Suzana Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Apr 2025 17:41:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Parabéns pelo artigo. Como contribuição, menciono que o conhecimento sobre o trauma e um acompanhamento terapeutico com constelação sistemática é muito eficiente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns pelo artigo. Como contribuição, menciono que o conhecimento sobre o trauma e um acompanhamento terapeutico com constelação sistemática é muito eficiente.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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